Controle

controle

Uma flâmula tremula e cândida
Bela e artificialmente plástica
Que pouco aquece e nada ilumina
Que insisto em proteger como minha

Penumbra que gera mil tropeços
Deixando meu mundo do avesso
Lentamente ministra o doce veneno
Suave toque da mão, sereno

Rotas soltas traçadas no ar
Andando em círculos perdido está
Não busca ajuda, não quer aceitar
A real imagem que insiste ignorar

Fruto de sonhos e esperança
Frágil amor que não cansa
Em ficar em segundo plano
A loucura contida do insano

No espetáculo de origem perversa
Que sempre aguarda sem pressa
A chama verdadeira se mostrar
Iluminar sua vida, aquecer o lar

Roupas que escondem os espinhos
Luvas que ocultam as garras
Invisíveis mantem as amarras
Da ilusão por desta necessitar

Porque se a verdade aparecer
Rapidamente ira perecer
O que hoje te parece vital
É o que rouba sua vida afinal

Quando a névoa enfim desaparecer
Dentro de ti poderás ver
O falso agrado só te fez sofrer
Roubou lhe a chance de realmente viver

Não importa mais com quem sonhas
Nem tão pouco com quem deitas
Saiba que só existe controle
Quando o controlado aceita

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2 thoughts on “Controle

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